[...] me deitei no sofá e me deparei com uma frase que estava em uma pequena moldura em cima da estante, não me lembro de todas as palavras ao certo mas, dizia mais ou menos isso: A paixão nos cega, o amor nos enlouquece. Eu, já estou aprendendo braile e enchendo o estoque de gardenal. Na hora eu ri, de fato, e parei para me analisar, é, igualzinho como eu detesto que façam comigo. Não consegui chegar a uma conclusão, massss como uma boa moça, descobri que tenho uma necessidade. Eu tenho necessidade de amar. Avaliei os meus últimos relacionamentos e conclui que a normalidade que me era apresentada não satisfazia a minha necessidade de amar/amor. Lembrei-me de um que durou o tempo necessário para não se fazer esquecer, era impressionante como arrumávamos brigas, discussões, ciúmes sem motivos... Tudo o que existia para se balançar um relacionamento nós fazíamos, e acredite, era perfeito, ficavamos dias sem nos falar, até um correr atrás para se fazer uma entrega verdadeira, terminavamos o relacionamento pelo menos 2 vezes por mês, saiamos na porrada e mesmo eu sendo mais forte sempre apanhava. Nos amávamos tanto, éramos reis naqueles dias, não conhecíamos a palavra 'nunca' e se a conhecêssemos, não aplicaríamos ao nosso amor eterno, de frases escritas em papel de bis, corações feitos com guardanapos de papel, ligações no meio de noites frias, banhos demorados. Lembro quando me acompanhava nos meus jogos de futebol e pedia para que eu fizesse um gol e comemorasse beijando a nossa aliança, eu fazia até três gols mesmo estando exausta só pra te agradar, não perdemos nenhum jogo em que você foi assistir; pena que você não estava lá na final do campeonato, mas ainda sim, subi no lugar mais alto do pódio e no intimo da alma ofereci tudo a você, espero que minhas medalhas ainda estejam guardadas na sua caixinha roxa.
Hoje, nos restou a coisa mais importante e valiosa de um relacionamento, a amizade. Eu adorava te perder, brigar, gritar... Aquilo era tão bom, você odiava quando no meio de uma briga eu pedia para ganhar um soco só pra medir o tamanho da sua raiva, e quando você me dava uma porrada eu começava a rir, acabávamos a briga rindo igual criança (saudade)Depois que você mudou de cidade, confesso que ainda tive mais dois relacionamentos ‘sérios’, todos chatos, eu queria um amor intenso, perigoso, cheio de altos e baixos e tudo o que eu ganhava era: ‘’ - vamos parar de brigas’’, NÃO, eu quero brigar, eu quero chorar por amor, eu quero ter que te ligar pelo menos 20 vezes por dia pra te pedir perdão por qualquer bobagem que eu faça ou qualquer palavra mal dita, eu quero sentir sua raiva, seu ódio fisicamente, eu quero gritos, eu quero ter que sair correndo atrás de você no meio da chuva e depois de tudo isso te fazer dormir nos meus braços. Este é o meu jeito de amar, é só assim que eu sei ser. Eu sinto necessidade de chorar por amor, perder o sono, querer sem ter. E mesmo com tudo, eu só quero alguém para amar ao meu modo, eu posso me deitar e me fazer de seu chão para que pise em mim, eu não ligo. Preciso ver nuvens e enxergar corações, ver flores e criar canções. Eu sou excessiva, é só assim que eu sei ser, é só assim que eu sei amar.
E é assim, sem rumo nenhum que eu me acho, a minha vida sou eu quem vive.
Encerro com uma frase do Filme Peixe Grande (recomendo)
Dizem que quando conhecemos o amor de nossas vidas, o tempo pára. O que não dizem é que quando ele volta a andar, vem acelerado para se recuperar.
27/07/2009
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