quinta-feira, 28 de abril de 2011

'minha mão tão espalmada já não esta pedindo esmola'

"As palavras me devoram, não consigo me encontrar, dicionário sem escrita, verbo sem se conjugar, pensamentos sem sentido, não consigo ordenar o momento do destino instintivo. Não existe, não existe espaço agora entre a boca e o silencio não existe mais, não há tempo todos já perdemos hora o momento é de silencio da minha boca sonora.
Minha mão tão espalmada já não esta pedindo esmola, nossas mãos entrelaçadas os dedos servem de cola , meu olhar extasiados sua respiração contraria o momento do destino instintivo. Não existe, não existe espaço agora entre a boca e o silencio não existe mais, não há tempo todos já perdemos hora o momento é de silencio da minha boca sonora."

não faz sentido, nada faz.
o andar e pensar já não são mais os mesmos, se antes o dia tinha vinte e quatro horas, hoje tem apenas dez, os gostos e cheiros não são os mesmos. e se ontem eu sentia tudo, hoje o que me completa é o nada, nem o álcool e os cigarros me enchem mais, muito menos bocas e palavras. as perguntas sem interece algum são o que mais me incomoda -' você esta bem '? - Eu pareço estar?
Olha pra mim, olha bem. o que você vê? Eu não vejo nada. O seu pesar não muda nada, o seu olhar já não me muda. Como posso fazer alguém feliz se nem eu me completo, se eu não me basto, o que posso te oferecer se não tenho nada? Pelo jeito não são só essas manhãs de outono que estão cinzas.

terça-feira, 26 de abril de 2011

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eu realmente não gosto de colocar títulos ou começar com letra maiúscula. é tão sem graça e não tem nada 'de mim'. também não edito, do jeito que escrevo vai, com erros e tudo mais.
enfim, to voltando com o Blog, não gosto dele, pra falar bem a verdade nunca gostei ... maaaas é só pra tentar escrever algumas coisas sem som, sem toque.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

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E se eu pudesse ser mais forte do que o tempo e provar pra ele que esteve errado? não sempre, mais esteve. E se ele só queria me provar que era eu quem estava errada em culpa-lo por tudo. Hoje as coisas estão mais fáceis e já consigo senti-lo. Quando conseguimos sentir o tempo, sem duidas, ele se torna a parte do nosso todo. O meu todo nunca foi inteiro, por vezes achei que a falta era minha, que eu não me completava e quando pensei que havia me achado, me perdi. Sempre sofria sozinha as consequencias dos meus atos e de tudo o que me era servido em bandeijas frias expondo os meios sorrisos, os meios olhares, os meios amores ... foi quando num ato maior me coloquei ao chão e me vi com olhos que não eram meus, dai em diante eu resolvi viver por mim e que se eu tivesse que ter meias palavras, elas seriam minhas e não aceitaria mais as migalhas oferecidas em pratos fundos. Aceitei o que não tinha, revi o que tinha e não via. Decidi. Vivi. Por diversas vezes cai, mais dos machucados não mais escorriam sangue, foram só algumas manchas um pouco vermelhas que não ficavam na pele mais de um ou dois sonhos. Tirei as cartas que estavam em baixo do travesseiro, arranquei algumas folhas da agenda velha, não ouvi mais aquelas musicas, fechei a janela e tranquei as portas, todas, decidi então não mais viver por ninguém, lembrar só de mim ao ouvir musicas, ver o por do sol e não desejar ninguém ao meu lado, sentir o vento no rosto e sorrir só pra mim, não convidar ninguém pra eu fazer nada sozinha, arrumar o meu armario do meu jeito, usar a roupa só pra me agradar, ser sem ser, ter e não contar pra ninguém, fazer sem precisar, querer e não pedir, ler o que me fazia crescer, acredite, ninguém era mais feliz que eu, decidi não discutir com o destino porque seria eu quem o faria, peguei no vento o que tinha jogado pro alto, beijei o espelho, me convenci do que era inacreditavel. E desde quando me convenci que podia fazer o que quisesse, não mais cai. Agora só falta ver o por do sol sentada na areia com a minha cerveja do lado e gritar em silêncio que eu sou maior do que o desejo dos outros de me por pra baixo.

domingo, 1 de novembro de 2009


O coração tem exigências do destino, uma tempestade que passa pela minha pele e eu não consigo controlar. Sou prisioneira das minhas razões só que às vezes por mais que eu insista em mante-la presa e longe das emoções ela escapa e vai longe, acho que ontem chegou em você, é desafiador pra mim mas parece que com você eu já perdi o meu orgulho e até o amor próprio, isso me irrita profundamente. Você é alguma coisa que eu ainda tento decifrar. É como se eu te colocasse na mesa e mesmo assim me sentaria só. Acho que eu montei em você alguma coisa que eu quero/queria muito.Meu orgulho já foi ferido e hoje me sinto capaz de não mais querer nada num estalar de dedos, mas quando algo me lembra você eu saio de mim, e aquela coisa que cutuca o meu orgulho já nem dói, acho que é por isso que por mais que o tempo passe e você me ignore não vai doer. Aos meus olhos você é só quem eu quero que seja. não sei porque, isso nunca aconteceu antes, ou melhor, já aconteceu mais não durou tanto tempo É como se fosse um misto de extremos juntando a felicidade e não-felicidade, alívio e dor, contentamento descontente... Das minhas fraquezas em relação a você sempre nasce aquela menina que me tratava tão bem, que me fez sentir coisas novas, que me fez feliz... se refaz para o meu consolo, o consolo de não ter mais, não ter mais nada que me faça esquecer tudo e se eu pudesse esqueceria mas não seria aquele esquecer pra sempre, seria esquecer em forma de tributo. Desde quando você se foi eu não me ouço mais falar de amor/paixão/carinho... Não conjugo com mais ninguém o futuro.





.13 de setembro

não poderia te segurar se você queria uma outra avenida ...





Nós. Ali na grama como se fosse uma cama. Sua cabeça sobre o meu peito, meus dedos penteando os seus cabelos que me lembram os Girassóis, aah os Girassóis... Nenhuma palavra. Nem as mais belas seriam propícias ao momento que inicialmente sem som e depois embalado pelo ritmo acelerado dos nossos corações. Enquanto você olha para o céu eu não consigo desviar os meus olhos dos seus que refletem cada estrela, como se as estrelas que iluminavam a nossa noite fosse somente os seus olhos. Seus olhos.

...

Você vê uma estrela cadente e fica em silêncio. Silêncio. Depois de algum tempo pára, meche o corpo e com a cabeça sobre o meu braço olha os meus olhos e diz. - Amor, se você tivesse uma estrela cadente em suas mãos agora, qual pedido faria a ela? Eu não precisei pensar duas vezes para responder - Nada. Você me olha de um jeito estranho como quem não entende nada. E eu digo. - Deixa o pedido que essa estrela carrega pra um outro qualquer que deseja e não tem, seria egoísmo da minha parte pedir alguma coisa sendo que tudo o que eu mais quero e preciso esta bem aqui.






só que ai eu acordei.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Eu. Sentada numa cadeira de madeira que tanto gosto com uma caneta qualquer e o meu bloco de notas preferido escrevendo ao vento frases inventadas num instante qualquer.


Você De longe me olha como se quisesse decifrar algo que eu venho tentando há tempos. Olha como se enxergasse por entre minha pele. E sorri.


Eu. Tento não esboçar qualquer interesse sobre o seu olhar. Continuo ali sem saber o que escrevo.


Você. Caminha rapidamente sobre o chão que faz barulho como se caminhasse num monte de pedras. Acomoda-se a minha frente e fica esperando qualquer atenção involuntária de curiosidade.


Eu. Sinto um medo-sem-motivo que faz meu coração bater acelerado, as mãos tremerem... eu paro, e olho. Olhos nos olhos.


Você. Me olha, solta um suspiro qualquer e começa a olhar minhas palavras mas sem a intenção de lê-las. Procura um comentário e fala sobre minha letra ligeiramente inclinada para trás, observa o mistos de letras maiúsculas e minúsculas, letras de mão e forma que fazem com que minhas palavras sejam engraçadas. Não o sentido em si, mas a visão que elas dão.


Eu. Solto um sorriso tímido com olhares para papel trazendo-o junto ao meu corpo como se não quisesse olhares nele. Recomponho-me. Olhos nos olhos.


Você. Posso ficar aqui te olhando escrever?


Minh’Alma. Gostaria de ficar pra sempre?


Eu. Claro.

[...]


Olhos nos olhos. Mãos sobre mãos. Lábios...



Quebra-se assim a promessa de intervir sobre sentidos que deveras sente.